Liderança e responsabilidade
Muito se tem falado sobre liderança em política, nos negócios e nas igrejas, mas as premissas que antecedem este conceito talvez necessitem de revisões generalizadas.
Liderança é mais que um cargo ou poder outorgado. São atitudes de cada pessoa que tem uma visão, comunicada através de sua missão e vivenciada através de ações coerentes aos seus valores.
Quando atuamos em ambientes que não aceitam o erro como um processo natural e que valoriza as pessoas que "sabem tudo", é fácil imaginar uma cultura que cria vítimas impotentes. Afinal, quem "sabe-tudo" não poderia errar e, se isso acontece (e sempre acontece) a "culpa" só pode residir em fatores externos.
Sem uma nova visão mais protagonista, os líderes não se sentem parte do problema e, por esta razão, não são parte da solução, gerando impotência e mais desculpas.
A corrupção é, em essência, o espaço criado pela falta de protagonismo no ambiente, gerando oportunidades sistêmicas para erros que não podem ser assumidos nem tampouco reconhecidos como tal.
É importante reconhecer que as empresas formam hoje a instituição de maior poder no planeta e que a partir de uma liderança educadora e vigorosa nas organizações podemos apoiar uma educação mais abrangente e justa, exigindo dos governos uma postura mais transparente e proporcional aos seus mandatos e responsabilidades.
Este parece ser um momento único, onde a atuação profissional ganhe em alinhamento aos valores mais elevados de uma sociedade protagonista que quer ter direito à responsabilidade, ou seja, a ter habilidade para dar respostas adequadas às urnas, às pesquisas de clima, aos filhos e novos educadores.
A liderança pode e deve ter um papel renovador neste novo contexto, mais complexo e também mais desafiador!
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